segunda-feira, 2 de março de 2009

Para Noah


Noah é Noé em português. Vamos combinar que Noé é o velhinho mais simpático dos personagens bíblicos. Salvava os bichinhos, construía a arca e não se importava de ser gozado pelos outros. Porque, cá pra nós, Noé foi gozado, né? Era só Noé começar com “Deus me mandou construir uma arca e colocar os animais...”, que todos caiam na gargalhada. Imagino se Noé teve um pingo de satisfação, um pinguinho que seja, aquela satisfação do “bem que eu avisei...”. Mas acho que não, Noé era do tipo bom. Mas Noah, aos ouvidos brasileiros, não parece um velhinho bondoso, mas um surfista bem jovem e bonitão das praias do Hawai. Daqueles que entram nos filmes para sofrer traições, se reerguer e ficar com a heroína. Vi um filme bem água com açúcar que tinha um Noah irresistível. Irresistível quando dito por uma mulher é: lindo, meio safado, mas bom moço. Aquele tipo cachorro vira lata carente e charmoso. E sendo o Noah, meu sobrinho, brasileiro por decendência e americano por nascença, só posso esperar que ele tenha a sabedoria de um velhinho simpático e a jovialidade cativante de um mocinho de filme.

Especial, com certeza, ele já é. Ao invés de “bebê pra lá”, “bebê pra cá”, na fatídica fase do sem nome e sem sexo, foi chamado de “nipote”. Nipote é a palavra italiana que serve tanto para sobrinho quanto para neto (mas acredito que não sirva para sobrinho-neto). E o apelido fez com que ele fosse uma figura muito mais presente do que se tivéssemos usado o frio, distante e comum “bebê”. Nipote participou de nossa viagem à Roma, comeu anchovas e tomou um susto danado quando eu resolvi passar mal em plena Citá di Vaticano. Mas especial não apenas no nome, mas no amor que todos sentimos. Já nasceu caindo nas profundezas do amor profundo que os pais sentem um pelo outro e, agora, mais ainda, no “todos por um”. E tem também as avós que se acotovelam pra ver quem está mais embevecida. Mudando o DDI, uma infinidade de avôs, adquirida pela estripulias casamenteiras da mãe do pai, fica tão orgulhosa que fica difícil saber: quem é o avô mesmo? Mas o nariz, que apesar de pequeno é grande, não mente... quer dizer, se os Valérios têm nariz grande, o que podemos dizer dos árabes e italianos? E assim, a cesta de amor só aumenta, com um tio que é tio só porque quer, assim como sempre quis ser irmão, mais tios, a bisavó que é também um pouco avó porque já foi também um pouco mãe, a tia-madrinha que já faz planos mirabolantes para todos os encontros que eles terão e consegue até sentir o bom cherinho de bebê pelas fotos que recebe por e-mail, os priminhos e o tio-padrinho que moram na terra do Obama mesmo e outros, vários outros. Acho que toda família pensa assim: ele é o mais amado e o mais bonito do mundo. Não nos furtem o clichê e o senso comum. Acredito tanto nisso, que acho que todas as outras estão erradas.

E por falar em Obama, que época que cismou em nascer esse menino. É o fim ou o começo? Quando vemos a carinha de Mr. Magoo, a linguinha de piriquito, essa coisinha pequena e linda que precisa de nós, conta com a nossa proteção e nada sabe do perigo, da fome, da guerra, da maldade, da bandalheira aí e aqui, não temos a menor dúvida: é o começo. Só pode ser o começo.

À Noah, para quando puder entender, da sua tia-madrinha.

8 comentários:

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  2. Ju,
    Ufa! Acho que agora vou conseguir postar meu comentário! rsrsrs

    Noah é mesmo muito fofo!!!
    Tenho certeza que você será dessas tias que todo mundo quer ter! Dedicada e carinhosa!
    Parabéns aos pais, avós, tios e a toda família.
    Ah! Serei uma leitora assídua!!!
    Beijo.

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  3. Jubí, Um presente muito especial abrir o seu blog com o Noah. Carinho expressado nas palavras é como um beijo guardado para sempre. Choramos todos juntos, emocionados. Agradeço com orgulho e muito amor. Um beijo e um queijo minas com goiabada cascão. Fabiano

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  4. Leonardo Beltrão4 de março de 2009 06:51

    Não conheço Noah, não conheço os pais de Noah.

    Quer dizer, conheço muito bem ambos. Conheço por palavras, fotos, imagens, memória de uma menina que ama muito ambos. Sem esquecer da avó de Noah.

    Mas também já amo. Afinal, sou um tio-torto bastante feliz!

    Mediana seria a última titulação que eu usaria!

    Baixú, o seu blog já é um sucesso. Berenice é forte. Berê é cômico. Júlia é linda, Júbi é família, baixú é amor.

    Leo.

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  5. Ai que bunito, fiquei com vontade de chorar.
    Ana Júlia pq vc me excluiu assim??
    Ainda bem que seu namorado é fofoqueiro, hahaha
    bjocas

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  6. Emanuela São Pedro4 de março de 2009 10:07

    Adorei saber q vc é tia, adorei ler sobre sua linda experiência, adorei o blog, amo vc, amiga!
    Parabéns e sucesso.
    Bjocas Manu

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  7. Júlia,
    Que lindo e carinhoso seu texto! Bem como vc!
    Noah é um amor, e vem já muito amado!
    Meus votos que ele seja muito feliz e dê muita alegria a todos vcs, sempre.
    Mande meu beijinho para a mamãe, Fabiano e Soninha.
    Beijo para vc.
    Yolanda

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  8. o irmão da minha irmã é meu irmão tb?
    acho que sim, hein?
    então eu tb sou tia!!!! eeeeeeeeeeeeeeee
    e o Noah é lindo mesmo! eu vi!!!!
    bjos irmã, seu blog é ótimo! agora tá ficando difícil é trabalhar, eu fico o tempo todo querendo correr atrás do tempo perdido...
    bjs

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