quarta-feira, 27 de maio de 2009

Quem protege o Sílvio?

Não resisto à discussão do momento. Engana-se quem está pensando em crise, gripe suína ou Coréia do Norte. O que está na boca do povo, na mesa do jantar e na rodinha da esquina é: Sílvio está errado no tratamento que dá à Maísa? Viva o Brasil!!

Acho que o MP está certo em cuidar das criancinhas e fazer um auê pra evitar que a menina seja ridicularizada em rede nacional. E olha que ninguém ainda questionou o tempo que a menininha é obrigada a ficar fazendo babyliss...

Bom, mas quem é que vai cuidar dos velhinhos? O Estado brasileiro considera que qualquer pessoa com mais de 60 anos é idoso. Sílvio tem 77 anos. Pelo Estatuto do Idoso: “nenhum idoso poderá ser objeto de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão”.

Maísa disse para Sílvio:

“Vaca é a sua mãe”: violento
“Você é vaidoso e passa batom”: discriminatório
“Meus amigos sempre perguntam… é verdade que você vai ao cabeleireiro e coloca um cabelo que é uma peruca?”: cruel

E agora? Quem vai proteger Sílvio de Maísa?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O tombo de Caetano

Você sabe que é muito foda (substituir aqui por supimpa), bom pra caralho (substituir aqui por caramba), quando leva um tombo, é aplaudido de pé e o vídeo desse momento tem mais de 300 mil acessos no youtube. Pode até ser metido e esnobe...


E aí eu vou pra galera!!!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Com esnobar* e afeto

Nunca consegui gostar de um quibe como gostava do da vovó. Hoje, percebo que essa não era uma preferência meramente gastronômica. O quibe da vovó e tudo o mais que ela cozinhava – um amplo e delicioso cardápio árabe-brasileiro – vinha acompanhado de um ritual. Acordava aos finais de semana e logo percebia, pela atmosfera, que vovó estava na cozinha. Não era necessária a confirmação do olhar, pois toda a casa se entregava àquele momento.

Quase posso sentir as mãos delicadas, rápidas e levemente molhadas dando vida ao alimento, ver a toquinha azul usada para esconder os inconvenientes fios de cabelo e escutar o som baixinho da risada de rosto inteiro. A lembrança é tão nítida que a chega a ser um alento para a saudade que é, até hoje, dilacerante. Tenho medo de que ela se borre um dia.

Cozinhando, vovó demonstrava pela família todo o carinho que seus modos discretos escondiam. Se Sazón a descobrisse, fazia dela sua garota propaganda. A risada, a toquinha, as mãos... agora percebo que era tudo uma espécie de magia, feitiço mesmo. Tudo só com esnobar “que quibe árabe não tem essas bobagens que eles colocam aqui no Brasil”.

Nos domingos da minha infância, era quibe, primas e Trapalhões. Na adolescência da rua mais atraente que a casa, era o motivo do retorno: “almoça em casa hoje que vovó vai fazer quibe”. Acredito que nunca conseguirei gostar de um quibe como gostava do da vovó.
*esnobar é uma semente árabe

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Até tu Carla?


A crise não é tão forte, a gripe não é tão mortífera e Carla Bruni não é tão perfeita. São as três grandes revelações dos últimos dias. Crise e gripe, ainda bem (apesar de que reviravoltas não estão descartadas), mas Carla me decepcionou profundamente.

Prestes a se tornar adjetivo (“nossa, você está tão Carla Bruni hoje”), a primeira dama da França resolveu mexer os pauzinhos (as perninhas, os olhinhos...) para a aprovação de uma lei estapafúrdia. Ignorando que vivemos na era wireless, os franceses podem ter a conexão de internet cortada por até um ano se forem pegos fazendo download não pago.

Com a desculpa da proteção aos artistas, o que se pretende é salvar uma indústria que parece querer travar a roda da história ao invés de encontrar soluções para acompanhá-la.

Carlinha, vai por mim: disponibiliza seus álbuns na internet e dê o exemplo.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Desça do muro


Hoje, dei o conselho: “fique você também em cima do muro”. Logo me arrependi, pois é justamente em cima do muro que está um tipo que detesto: aqueles que não questionam, não enfrentam, não se intrometem. Sempre guiados pelo “pra quê?”, vivem a se justificar dizendo “pra quê brigar?”, “pra quê discutir?”. No fundo, quer dizer, no muro, o que querem dizer é “pra quê defender quem ou aquilo que merece ser defendido se aqui em cima está tão confortável?”. São essas pessoas que sobem no muro e de lá não saem, os pilatos da vida, que permitem que inocentes sejam diariamente “crucificados”. E você? De que lado está?

domingo, 10 de maio de 2009

Coisas Bizarras - A Coleção


Ter começado essa lista gerou uma espécie de obsessão: fico pensando no tanto de coisas bizarras que nos cercam. Agora, além de colecionar frases, propagandas e marcadores de livros, coleciono também "impressões sobre coisas que considero bizarras". Novamente, uma coleção inútil.

Os novos itens da lista são:

10 - Abraçar árvore
Posso até aceitar, relutantemente confesso, que pode vir a fazer um certo bem pra pessoa. Mas, e a árvore? Será que quem tem esse hábito nunca pensou que as árvores ficam lá, paradas, se perguntando constrangidas: de onde eu conheço esse cara?

11 - Kim Jong-il (o ditador coreano)
"Uma imagem vale mais do que mil palavras"

12 - Novela da Glória Perez
É bizarra, mas eu adoro. Are baba!

13 - Namorada bruxa do melhor amigo
Já perceberam a capacidade que os melhores amigos possuem de arrumarem namoradas insuportáveis e ciumentas? Lanço a campanha: "mulheres melhores para os melhores amigos".

E a coleção continua...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Coisas Bizarras

Carol faz muitas listas: coisas a fazer, coisas a comprar, coisas para o futuro. Eu não faço tantas listas, mas vivo cercadas de anotações que um dia ainda irão fazer sentido. Relendo algumas delas, surgiu uma lista estranha, que podemos chamar de “Coisas bizarras que não consigo entender ou com as quais não me acostumo” ou, simplesmente, “coisas bizarras” (novo marcador, é claro!!):

A ordem é aleatória. Tentei ordenar de acordo com o grau de bizarrice, mas foi impossível

1 - Ter um castelo em São João Nepomuceno. Repito: São João Nepomuceno
Desviar dinheiro público: infelizmente, comum.
Baranguice: infelizmente, comum.
Escolher São João Nepomuceno para construir um castelo: bizarro.


2 - Hímen, apêndice e dente do siso
Coisas no corpo que só servem pra tirar. E "dente siso" que chama "dente do siso" e eu só descobri agora!

3 - Pessoas que vão a programa de TV
“E o povo que liga pra assistir aqui, ao vivo, o programa do Jô”

4 - A vida antes do google

5 - Padres-cantores-metrosexuais

6 - O PMDB

7 - Luta Livre

8 - Podólotras
Blarg! E deveriam se chamar "pedólotras", né?

9 - Listas que vão até nove
Mais alguma sugestão?

terça-feira, 5 de maio de 2009

Advinha o que é




O que tem Ronaldinho que fez com que minha tia-avó virasse corinthiana? Qual a característica que torna Regina Casé e Gisele Bundchen semelhantes e que aproxima Silvio Santos de Lula, Lula de Obama, Obama de Ivete Sangalo e os afasta de Dilma Rouseff, Bush e Maíra (ex-BBB)? O que contribuía para que Tim Maia sempre fosse perdoado? O que faz com que Garrincha seja até hoje lembrado e Sena ainda amado? Por que Eduardo Suplicy nos parece um oposto perfeito de sua ex-mulher? Qual o nome do borogodó do Zeca Pagodinho? O que é isso que não se compra, não se aprende, não se rouba, não se empresta e ainda não se explica?

Esse post é para o Vila, o cara mais carismático que conheço e que sempre me desarma quando penso em estrangulá-lo.