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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Casa noturna será desapropriada para abrigar o Museu da Imagem e do Som

- Você já ouviu falar da Help?
- Aquele puteiro?
- É.
- Já. Uma vez estávamos voltando do samba em uma van clandestina que bateu em um táxi que estava estacionado na porta de lá.
- E aí?
- E aí que o taxista era metido a pitboy e foi pra cima da van tentando dar porrada no motorista. Só que conseguimos fugir.

Puteiro, samba, van clandestina, pitboy, porrada e fugir em um mesmo diálogo. Precisa falar que a Help fica no Rio?

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Até tu Carla?


A crise não é tão forte, a gripe não é tão mortífera e Carla Bruni não é tão perfeita. São as três grandes revelações dos últimos dias. Crise e gripe, ainda bem (apesar de que reviravoltas não estão descartadas), mas Carla me decepcionou profundamente.

Prestes a se tornar adjetivo (“nossa, você está tão Carla Bruni hoje”), a primeira dama da França resolveu mexer os pauzinhos (as perninhas, os olhinhos...) para a aprovação de uma lei estapafúrdia. Ignorando que vivemos na era wireless, os franceses podem ter a conexão de internet cortada por até um ano se forem pegos fazendo download não pago.

Com a desculpa da proteção aos artistas, o que se pretende é salvar uma indústria que parece querer travar a roda da história ao invés de encontrar soluções para acompanhá-la.

Carlinha, vai por mim: disponibiliza seus álbuns na internet e dê o exemplo.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Um dia de fúria


Não sou a favor de acusações sem provas. Não sou a favor de destemperos e desrespeitos. Mas eu adorei a reação de Barbosa (Barbousa!) diante de Mendes. Foi tão possível, tão humano, tão “um dia de fúria”. Concordo que é errado e deve ser evitado – yôga, meditação, caminhada e se nada der jeito, um bom lexotan – mas quem nunca teve vontade de mandar pra PQP (substituir aqui por: tonga da mironga. Para os que são da família: sambar em Madureira) o chefe, o cliente ou qualquer outra pessoa hierarquicamente superior que atire a primeira pedra.

A incompetência disfarçada pelo cargo, o autoritarismo gratuito, a falta de reconhecimento da dedicação, o pagar pouco e ganhar muito ou a simples cara antipática que você tem que ver todos os dias. Muita gente já teve algum motivo para detestar quem estava um (ou mais) degraus acima. Qual será o do Barbosa (Barbousa!)?

Obs.: é lógico que reconheço a existência de chefes competentes, adoráveis, generosos e compreensivos, mas para cada post um assunto.

Obs.: a Veja afirmou que em 200 anos de STF nunca ocorreu um incidente como esse. Trata-se de uma especulação da revista, pois é impossível saber. Há 200 anos, as sessões do tribunal não eram televisionadas.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

"Bate Pri" perde para Maximiliano


A cachorra não ganhou. Já ganhou gay, gay enrustido, pobrinho, falso pobrinho, garanhão, mas cachorra ainda é demais para o “Brasil”, essa entidade que ainda não digere bem mulher que rebola até o chão ficar milionária (a não ser que ela fique milionária rebolando até o chão, sacou?).

E minha avassaladora decepção com a final do BBB (que eu já assumi que assisto desde o segundo post) me fez mudar de lado. Se antes eu defendia o entretenimento voyer, hoje, eu acho uma inutilidade sem sentido. O que existe de tão interessante em ver a vida alheia? Em outros realities shows, como o Supernanny você ainda aprende techniques fajutas e fica se sentindo mais capaz de criar uma criança do que a vizinha que teve cinco filhos e ainda cuidou do sobrinho. Mas e o BBB? Em nove edições eu só aprendi duas coisas: o “Brasil” pensa diferente de mim e sabão em pó mata formigas.

A curiosidade pela vida alheia é o que nos faz colocar a cara pra fora da janela tentando ver o vizinho gritando com o filho. O que pode ser mais ridículo do que isso? Em casos extremos, pode até descambar para crime. Com tanto conteúdo pornográfico disponível na rede, o que levou aqueles caras a colocarem uma câmara escondida no banheiro do um navio? E em banheiro público de metrô também tem gente, como diz o jornalista/apresentador, querendo dar uma espiadinha. Fica aqui a dica: espiar tem limites até para o Boninho. E, por falar em rede, quer um lugar mais impulsionado pelo voyerismo do que a internet?

Bom, vou desde já trabalhar para expurgar essa perversão de dentro de mim e aconselho vocês a fazerem o mesmo. Pelo menos até o BBB 10.

Gente, tô indignada com o Maximiliano achando que o “Brasil” ama ele.

sábado, 4 de abril de 2009

O homem do discurso


Deixo aqui minha homenagem a Márcio Moreira Alves que, com coragem e deboche, fez a “gente careta e covarde” da ditadura se borrar tanto que o AI-5 foi proclamado. Um exemplo para todas as pessoas que diante dos abusos cometidos pelos fortes contra os fracos prefere não se envolver.