domingo, 10 de maio de 2009

Coisas Bizarras - A Coleção


Ter começado essa lista gerou uma espécie de obsessão: fico pensando no tanto de coisas bizarras que nos cercam. Agora, além de colecionar frases, propagandas e marcadores de livros, coleciono também "impressões sobre coisas que considero bizarras". Novamente, uma coleção inútil.

Os novos itens da lista são:

10 - Abraçar árvore
Posso até aceitar, relutantemente confesso, que pode vir a fazer um certo bem pra pessoa. Mas, e a árvore? Será que quem tem esse hábito nunca pensou que as árvores ficam lá, paradas, se perguntando constrangidas: de onde eu conheço esse cara?

11 - Kim Jong-il (o ditador coreano)
"Uma imagem vale mais do que mil palavras"

12 - Novela da Glória Perez
É bizarra, mas eu adoro. Are baba!

13 - Namorada bruxa do melhor amigo
Já perceberam a capacidade que os melhores amigos possuem de arrumarem namoradas insuportáveis e ciumentas? Lanço a campanha: "mulheres melhores para os melhores amigos".

E a coleção continua...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Coisas Bizarras

Carol faz muitas listas: coisas a fazer, coisas a comprar, coisas para o futuro. Eu não faço tantas listas, mas vivo cercadas de anotações que um dia ainda irão fazer sentido. Relendo algumas delas, surgiu uma lista estranha, que podemos chamar de “Coisas bizarras que não consigo entender ou com as quais não me acostumo” ou, simplesmente, “coisas bizarras” (novo marcador, é claro!!):

A ordem é aleatória. Tentei ordenar de acordo com o grau de bizarrice, mas foi impossível

1 - Ter um castelo em São João Nepomuceno. Repito: São João Nepomuceno
Desviar dinheiro público: infelizmente, comum.
Baranguice: infelizmente, comum.
Escolher São João Nepomuceno para construir um castelo: bizarro.


2 - Hímen, apêndice e dente do siso
Coisas no corpo que só servem pra tirar. E "dente siso" que chama "dente do siso" e eu só descobri agora!

3 - Pessoas que vão a programa de TV
“E o povo que liga pra assistir aqui, ao vivo, o programa do Jô”

4 - A vida antes do google

5 - Padres-cantores-metrosexuais

6 - O PMDB

7 - Luta Livre

8 - Podólotras
Blarg! E deveriam se chamar "pedólotras", né?

9 - Listas que vão até nove
Mais alguma sugestão?

terça-feira, 28 de abril de 2009

Um dia de fúria


Não sou a favor de acusações sem provas. Não sou a favor de destemperos e desrespeitos. Mas eu adorei a reação de Barbosa (Barbousa!) diante de Mendes. Foi tão possível, tão humano, tão “um dia de fúria”. Concordo que é errado e deve ser evitado – yôga, meditação, caminhada e se nada der jeito, um bom lexotan – mas quem nunca teve vontade de mandar pra PQP (substituir aqui por: tonga da mironga. Para os que são da família: sambar em Madureira) o chefe, o cliente ou qualquer outra pessoa hierarquicamente superior que atire a primeira pedra.

A incompetência disfarçada pelo cargo, o autoritarismo gratuito, a falta de reconhecimento da dedicação, o pagar pouco e ganhar muito ou a simples cara antipática que você tem que ver todos os dias. Muita gente já teve algum motivo para detestar quem estava um (ou mais) degraus acima. Qual será o do Barbosa (Barbousa!)?

Obs.: é lógico que reconheço a existência de chefes competentes, adoráveis, generosos e compreensivos, mas para cada post um assunto.

Obs.: a Veja afirmou que em 200 anos de STF nunca ocorreu um incidente como esse. Trata-se de uma especulação da revista, pois é impossível saber. Há 200 anos, as sessões do tribunal não eram televisionadas.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Menina Flor


Sou fã de dois artistas no mundo: Chico Buarque e Pereira da Viola. Chico é unanimidade nacional e qualquer explicação seria redundante. Pereira, porque me hipnotizou.

Foi há cerca de três anos, quando recebi como missão escrever sua biografia para um site. A infância sendo acordado por folias de reis, o apelido de Zé Nosso, a criação de sacis, o respeito profundo pelas pessoas. Pereira me hipnotizou com o sorriso e me fez descobrir que viola era bom de escutar. Que viola também era pra jovem. Pra brincar de roda.

Pereira me faz, com sua música, ter saudades de uma vida que eu nunca tive, mas que está introjetada nos sonhos de minha alma mineira. Pereira me chamou de Menina Flor e, mesmo tendo total ciência da não exclusividade do codinome, me senti única. Quantas meninas flores você conhece?

Retiro o que disse. Sou fã de Chico Buarque. De Pereira e sua viola, sou seguidora.

A foto foi retirada do Myspace do artista:

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Maria Bandinha

Tem tempos que trabalho com cultura e, só agora, me dei conta da existência de uma criatura ainda pior do que o produtor cultural: é a Maria Bandinha. Maria Bandinha é aquela menina que faz o impossível para conseguir o acesso ao camarim e, uma vez lá, porta-se como se fosse íntima de todos. Ela sabe todas as músicas e canta fervorosamente enquanto tira fotos frenéticas. Mas ela não é uma fã. Não se engane. Para ela não basta CDs, fotos e autógrafos. O que ela quer é ser a namorada de um dos músicos, de preferência o vocalista (que ela insiste em chamar de líder da banda). Ela quer ser importante, querida e amada, e quase sempre se refere aos integrantes do grupo como “os meninos”. Se o vocalista é o alvo preferencial, dificilmente alcançado, os outros também servem e aí ela vai passando por todos os instrumentos, como também de uma banda para outra. O esquisitão ignorado na festa de repente sobe no palco e... pronto! O fascínio toma conta e ele passa a ter “um charme todo especial”. É a atração por quem está em evidência, mesmo que momentânea, verificada em muitas espécies animais.

Já eu, sempre gostei mais da turma dos bastidores do que dos holofotes. Na coxia, encontrei grandes amigos e um grande amor.

Uma semana sem escrever aqui. Uma semana escrevendo muito lá: http://www.conexaovivo.com.br/

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Obama toma banho


Obama toma banho. Tenho certeza disso. Aquela cara de engomadinho não me engana: ele toma banho frequentemente. Pode ser até duas vezes ao dia. O Bush tenho lá minhas dúvidas, mas o Obama é, definitivamente, uma pessoa que toma banho.

Será que quando o Obama está pelado, sozinho, se lavando como todo mundo se lava - uns mais outros menos -, naquele momento profundamente íntimo, ele não pensa: onde eu fui amarrar minha égua?

terça-feira, 14 de abril de 2009

Revistas de Beagá

De uns tempos para cá proliferam em Belo Horizonte umas revisas destinadas a retratar a vida da high belohorizontina: cerca de 67 pessoas e 5 poodles que freqüentam 8 diferentes lugares (peço aos leitores cosmopolitas que nos respeitem e parem de rir).

Eu não as peço e não as compro, mas elas aparecem por milagre na caixa de correio da minha casa. Aos montes. Já mandei trocar a caixa achando que era defeito, mas de nada adiantou.
A última trazia uma coluna chamada “Giro” (seria um “giro pela high” ou “girando a high”?).

As notas são brilhantes:

“A economista Fulana de Tal nos surpreende. Acaba de se graduar em Administração”

Eu também costumo ficar chocada quando algumas pessoas se formam. Mas se eu fosse essa Fulana de Tal, chamava um amigo que impressionou a todos quando se formou em direito e processava o colunista.

A partir daí a coluna dá a notícia dos partos e, subitamente, nos tira da realidade do dia-a-dia belohorizontino e nos faz sentir em uma verdadeira corte inglesa da Era Vitoriana.

“Mais um bem nascido no pedaço”

“Aquele Outro e Aquela Outra já escolheram o nome de sua primeira herdeira”.

Bem nascido e herdeira não é muito agro-aristocrático? Bem-vindos a Pequenópolis.