Eu e o mundo. Dois estranhos. Não pertenço a ele. Ele não me pertence. Aqui, definitivamente, não é o meu lugar. Para os que amo, sou inimigo. Para meus inimigos, não sou ninguém. Louca a bradar bandeiras de lutas vãs. Tenho asco do mundo e da gente que nele se encaixa. Quero os malditos, os insanos, os desgraçados, os abandonados. Quero os que vagam, apanham e sentem frio. Quero os sem nome, sem mãe, sem dignidade. Quero a margem, o gueto, o nada. Mas desisto. Quero, mas não consigo mais. Abro mão. Desço. Vou embora. Aos guerreiros, deixo a espada. Sou covarde. Não quero mais. Desisto do mundo. Desisto do Homem.
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segunda-feira, 18 de julho de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Dúvida Técnica
Quando é , exatamente, que o ano deixa de ser novo? Qual é o momento em que descobrimos (perplexos?) que, talvez, seja impossível empreender todo o “pacote mudança”: ser magro, praticar esportes, abandonar o cigarro, visitar mais a mãe, manter a mesa de trabalho organizada, ir ao dentista regulamente, acordar cedíssimo e ler os russos? Quando é que nos damos conta de que somos tanto vício quanto virtude e aceitamos, resignados, que a vida é assim mesmo: pequenos ajustes no lugar de drásticas transformações? Quando é que desistimos (ao menos até a próxima maravilhosamente deliciosa ilusão de início de ano)?
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