Exército da morte.
Mercenários.
Torturadores sanguinários.
Quem paga os seus salários?
Pra preto e pobre, cassetete.
Sai fora pivete!
Nem todos são maus (é o discurso do jornal).
Mas o mal também reside no calar.
Não reagir e aceitar.
E a desculpa, pra variar?
Tenho meus filhos pra alimentar.
Também os tem aqueles que apanham.
Humilhados e destroçados.
Exterminados e desgraçados!
Impacientemente espero.
A hora de vocês irá chegar.
Quero ser a primeira a gritar.
De dentro de mim sairá um urro reprimido e profundo:
MÃO NA CABEÇA VAGABUNDO!
Leia: O que não vaza é pele