Quando é , exatamente, que o ano deixa de ser novo? Qual é o momento em que descobrimos (perplexos?) que, talvez, seja impossível empreender todo o “pacote mudança”: ser magro, praticar esportes, abandonar o cigarro, visitar mais a mãe, manter a mesa de trabalho organizada, ir ao dentista regulamente, acordar cedíssimo e ler os russos? Quando é que nos damos conta de que somos tanto vício quanto virtude e aceitamos, resignados, que a vida é assim mesmo: pequenos ajustes no lugar de drásticas transformações? Quando é que desistimos (ao menos até a próxima maravilhosamente deliciosa ilusão de início de ano)?