Das cinzas, da lama, da caverna, do fundo, do breu, você ressurge. Não está amputado, não está manco, não está coxo. Bem mais que inteiro, está maior. Bem mais que pronto, está de peito aberto. Sua vingança, seu deboche e sua arma é continuar a ser.
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domingo, 20 de novembro de 2011
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Luto(a)
Converso, saio, encontro amigos, trabalho e escrevo.
Vou à lona. “Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete...”. Levanto novamente.
Tomo café, brinco, assisto filmes, recebo irmão e janto.
Vou à lona. “Um, dois, três, quatro, cinco, seis...”. Levanto novamente.
Abraço, beijo, bebo, respondo e-mails, jogo futebol e danço
Vou à lona. “Um, dois, três, quatro, cinco...”. Levanto novamente.
Olho à minha volta. Na arquibancada lotada, todos torcem por mim.
Dessa vez, cambaleio, mas não caio.
Estudo, leio, rio, telefono, como melancia e vejo TV.
Vou à lona. “Um, dois, três, quatro...” Levanto novamente. Cansada, pergunto se ainda vai demorar muito. “Esse é apenas o primeiro round, minha filha”.
Folheio revistas, releio cartas, faço fofoca, sinto saudade e invento histórias.
Vou à lona. “Um, dois, três...”. Levanto novamente.
Consigo, de relance, ver meu adversário. Rosto familiar que reconheceria no espelho. Face dos meus temores mais íntimos, da minha inconformidade. Sempre lutamos, mas nunca tanto assim... De qualquer forma, sei que essa luta não terminará em nocaute. Notaram que estou levantando cada vez mais rápido?
Vou à lona. “Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete...”. Levanto novamente.
Tomo café, brinco, assisto filmes, recebo irmão e janto.
Vou à lona. “Um, dois, três, quatro, cinco, seis...”. Levanto novamente.
Abraço, beijo, bebo, respondo e-mails, jogo futebol e danço
Vou à lona. “Um, dois, três, quatro, cinco...”. Levanto novamente.
Olho à minha volta. Na arquibancada lotada, todos torcem por mim.
Dessa vez, cambaleio, mas não caio.
Estudo, leio, rio, telefono, como melancia e vejo TV.
Vou à lona. “Um, dois, três, quatro...” Levanto novamente. Cansada, pergunto se ainda vai demorar muito. “Esse é apenas o primeiro round, minha filha”.
Folheio revistas, releio cartas, faço fofoca, sinto saudade e invento histórias.
Vou à lona. “Um, dois, três...”. Levanto novamente.
Consigo, de relance, ver meu adversário. Rosto familiar que reconheceria no espelho. Face dos meus temores mais íntimos, da minha inconformidade. Sempre lutamos, mas nunca tanto assim... De qualquer forma, sei que essa luta não terminará em nocaute. Notaram que estou levantando cada vez mais rápido?
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