Não me incomoda que não exista futuro. O que é o futuro senão um amontoado de achismos? Um lugar onde somos, irremediavelmente, felizes, magros, bem-sucedidos e amados. Aquele momento perseguido e nunca, jamais, encontrado. Não. Definitivamente, essa impossibilidade não me aflige. Há muito abandonei a ilusão de conquistar o tempo como fiador. Aceito, de mal ‘grado’, a falta de garantias.
O que me incomoda mesmo, me perturba o sono e me tira a fome, é não termos presente.
O que me incomoda mesmo, me perturba o sono e me tira a fome, é não termos presente.